Novos certificados de aforro e do tesouro

03-11-2017

O Estado escolheu a semana em que se comemorou o Dia Mundial da Poupança para lançar novos produtos de aforro de divida pública para as famílias: os Certificados de Aforro Série “E” e Certificados do Tesouro Poupança Crescimento-CTPC

O que são?

São instrumentos de dívida pública Portuguesa de médio e longo prazo, geridos pelo IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública e destinados à poupança das famílias.

A quem se destina? 

Destinam-se apenas às famílias portuguesas, pessoas singulares, que pretendam investir as suas poupanças a médio e longo prazo.

Quando e onde se podem subscrever? 

Podem ser subscritas desde  30 de outubro de 2017, em qualquer agência dos CTT, ou através do portal AforroNet para quem já tenha uma conta aforro aberta.

Qual o prazo do investimento?

  • Os certificados de aforro série “E” têm um prazo de 10 anos;
  • Os certificados do tesouro poupança crescimento têm um prazo 7 anos.

Quanto se pode investir?

  • Os certificados de aforro série “E” têm um mínimo de subscrição de 100€ e está limitado aos 250.000€;
  • Os certificados do tesouro poupança crescimento têm um valor mínimo de subscrição de 1.000€ e máximo de 1.000.000€.

Qual a rentabilidade do capital investido?

  • Os certificados de aforro série “E” têm uma rentabilidade calculada com base na taxa Euribor a 3 meses acrescida de 1%. Atualmente a taxa de juro é de 0,671%; A remuneração não pode ser inferior a 0% nem superior a 3,5%.
  • Os certificados do tesouro poupança crescimento remuneram: 0,75% no 1º ano, 0,75% no 2º ano, 1,05% no 3º ano, 1,35% ano 4º ano, 1,65% no 5º ano, 1,95% no 6º ano e 2,25% no 7º ano; Os CTPC vêm substituir os Certificados do Tesouro  Poupança Mais-CTPM , estes ofereciam uma taxa média de 2,25% ao fim dos cinco anos de aplicação, que poderia ser acrescida de um prémio em função do crescimento do PIB a partir do quarto ano.  No caso dos CTPC, a remuneração média é de 1,35%, bastante aquém e que pode ser alcançada ao fim dos sete anos de aplicação, acima dos cinco anos dos CTPM.  Mas trazem um bónus com o PIB logo a partir do segundo ano.

Os juros estão sujeitos à taxa de IRS em vigor na data do reembolso.

Como é feita a distribuição dos juros?

  • Nos certificados de aforro série “E” existe capitalização dos juros vencidos, ou seja, os juros acumulam ao capital investido e vencem de 3 em 3 meses;
  • Nos certificados do tesouro poupança crescimento não existe capitalização de juros, recebendo o consumidor os juros anualmente na data do vencimento.

Existem incentivos à permanência do capital investido? 

Sim, em ambos os produtos existem prémios de permanência:

  • Nos certificados de aforro série “E”, do 2º ao 5º ano existe um prémio de permanência de 0,50 pontos percentuais e de 1,0 pontos percentuais do 6º ano 10 ano;
  • Nos certificados do tesouro poupança crescimento, a partir do 2º ano poderá existir um prémio de permanência, estando este dependente do crescimento do PIB – Produto Interno Bruto. O prémio só existirá caso se verifique um crescimento médio real do PIB positivo e está limitado a 1,2% em cada ano.

Posso movimentar antecipadamente o capital investido?

Sim, ambos os produtos permitem movimentações antecipadas, segundo as seguintes regras:

  • Nos certificados de aforro série “E”, o consumidor poder fazer resgates totais ou parciais após o 1º vencimento de juros, ou seja, 3 meses após a subscrição. Tem direito a receber a totalidade do capital resgatado e acrescido dos juros vencidos;
  • Nos certificados do tesouro poupança crescimento, o consumidor só poderá movimentar o capital 1 ano após a subscrição, podendo após esse ano movimentar total ou parcialmente a qualquer momento. Em resgates antecipados a conta aforro terá de ficar no mínimo com 1.000€.

O investimento é garantido?

Sim, os aforradores poderão contar com a “garantia da totalidade do capital investido”.

O consumidor aforrador deve estar ciente que  tão importante como poupar é saber investir e conhecer as regras para a escolha de onde aplicar o dinheiro disponível. E esse investimento deverá ser feito de forma responsável, não colocando em risco o património de cada um, mas antes potenciando o seu crescimento e a riqueza das famílias. É pois essencial que cada um escolha o investimento que mais se adeqúe aos seus objetivos e à sua faixa etária, não assumindo riscos indesejados. E também que o faça avaliando o respetivo retorno e liquidez e perspetivando uma rentabilidade ajustada às expectativas definidas.

Consulte:  Proteste Investe – Estado lança novo produto: Certificados do Tesouro Poupança Crescente