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O crédito à habitação está a aumentar… Mas cuidado.

16-06-2017

As famílias estão a voltar a pedir mais crédito à habitação, o que não se verificava desde 2011, quando Portugal solicitou o resgate financeiro. Durante 4 anos assistimos a uma restrição significativa da concessão de crédito motivada pela necessidade dos bancos em cumprir os rácios de transformação recomendados pela troika. E, em simultâneo, as famílias adiaram a decisão de contratarem devido à diminuição dos seus rendimentos e à incerteza quanto à evolução da situação económica.

Nem todos os consumidores têm acesso ao crédito à habitação, porquê?

Nem todos os consumidores conseguem ter capacidade financeira. Em regra os Bancos têm em conta a taxa de esforço da família, ou seja, o peso que a prestação com crédito tem sobre os respetivos rendimentos mensais. A avaliação do risco tem estado mais rigorosa e a percentagem de financiamento face ao valor da avaliação, é mais reduzida.

Que cuidados ter quando se decide recorrer ao crédito à habitação?

O consumidor deve estar ciente que a celebração de um contrato de crédito é um compromisso a longo prazo, 40 ou mais anos. É importante que a decisão seja bem ponderada e tenha em conta a taxa de esforço, ou seja, as prestações de crédito não devem representar mais de 35% do rendimento líquido mensal da família. Sempre que ultrapasse este valor, não se deverá recorrer a mais crédito.

 A taxa de juro, como é definida?

O juro é o preço do dinheiro, ou seja, a taxa de juro é o valor que a instituição bancária cobra por emprestar uma determinada quantia, por um determinado tempo. Esta taxa é composta pelo indexante (Euribor) e o pelo spread (margem de lucro do banco). Pode ser fixa ou variável. Se a escolha recair sobre a taxa variável, o valor da mensalidade irá oscilar consoante a evolução da Euribor. Atualmente, a Euribor está a bater na trave do zero em todos os prazos, tendo já caído para valores abaixo desta fasquia.

Comparar propostas é uma tarefa difícil?

É verdade, estamos a falar de produtos cada vez mais complexos. A única forma de comparar propostas de forma fiável continua a ser a taxa anual efetiva revista (TAER). Se não houver cross-selling – a contratação de produtos para obter a redução máxima no spread – o valor daquela será igual ao da taxa anual efetiva (TAE). O consumidor nunca deve assinar um contrato sem saber o que está a contratar e sem avaliar a sua capacidade financeira.

Para mais informações contacte-nos, pessoalmente na sede ou nas nossas delegações, através do Portal do GAS ou para o seguinte email: gas@deco.pt   ou  gas.norte@deco.pt

 

Mais informação: 

DECO Proteste: Crédito à habitação: qual o melhor 

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