Organizar a vida financeira a dois.

19-05-2021

Vai começar uma vida a dois?

Já planeou como vai ser em termos de “quem pagará o quê” lá em casa ou do que fazer com as eventuais poupanças ou com o rendimento? Já se questionou sobre a possibilidade de ter uma conta conjunta ou preferirá contas separadas? E se quiserem comprar casa a crédito?

Uma nova e exigente etapa financeira estará certamente para chegar. 


O casal terá um importante desafio pela frente: Como lidar com o dinheiro em conjunto?

Qual deve ser a responsabilidade e o contributo de cada um na economia conjunta e no orçamento familiar futuro?


Dicas que os poderão ajudar na hora de tomar decisões

Deixamos aqui algumas dicas que os poderão ajudar na hora de tomar decisões e planear em conjunto:

  • Conversar abertamente e de forma transparente sobre a repartição das despesas e encargos;
  • Definir se pretendem manter contas separadas e ter uma conta conjunta para os gastos da casa ou se optam por uma única conta, ajudará a evitar problemas no futuro;
  • Estabelecer o hábito de registar todas as despesas e rendimentos e elaborar um orçamento familiar;
  • Planear metas e objetivos para concretizar os “sonhos a dois” e a forma e prazo para os alcançar (Ex. º comprar carro ou casa ou as próximas férias), no curto e médio/longo prazo e quantifique o esforço financeiro mensal para os atingir;
  • Adequar os gastos à capacidade financeira. O ideal seria mesmo viver um nível abaixo das capacidades para conseguir atingir mais facilmente os objetivos. Por exemplo se ganham 1000€ tentem viver com 900€ e coloquem 100€ numa poupança.
  • No economizar estará também o ganho: Façam programas em casa, procurem eventos gratuitos e comprem eletrodomésticos energeticamente eficientes, por exemplo;
  • Criar um Fundo de Emergência, porque imprevistos acontecem mesmo!

No que concerne à casa, a decisão também deve ser ponderada. Comprar ou arrendar casa dependerá uma vez mais dos objetivos do casal. A compra de casa a crédito será talvez a decisão mais importante da vida a dois e deve ser devidamente ponderada. A estabilidade profissional, possibilidade de mobilidade futura, a capacidade financeira inicial para entrada na compra do imóvel e a taxa de esforço, entre outros aspetos devem ser devidamente analisados.

Porque não fazer um pequeno sacrífico no início de vida a dois, optando por um apartamento mais pequeno e futuramente criar condições para concretizar o sonho de um apartamento maior? Ou começar por arrendar e pensar em comprar casa no futuro, com uma maior estabilidade financeira?

Para que a vida financeira do casal seja tranquila e segura, planear é preciso.

AP

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